domingo, 16 de dezembro de 2007

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Os motivos geradores dos conflitos mundiais, estão baseados no uso e usufruto do PODER, seja ele dentro das religiões, raças, exploração dos bens naturais de cada região, política sem ética, poderio bélico, ou seja o mais forte domina o mais fraco. As consequências são essas que vivemos; má distribuição de renda, criando um abismo enorme entre os que possuem tudo e os que nada têm.Todas as ditaduras; da saúde, beleza, moda, gosto musical.


Causas provocadas pelos conflitos mundiais:

PETRÒLEO! URÂNIO!DIAMANTES!outros Minerais essenciais!
Consequências: Guerras do Iraque,Afeganistão, Angola,Kwait e outras!
CONFLITOS MUNDIAIS:




Formação dos Estados-nações

Todos os povos criam laços afectivos e atitudes socioculturais em relação ao território e a sua paisagem. Em um determinado território pode conviver uma diversidade de crenças, valores, tendências, ideias, sistemas de pensamento e tradições de diferentes povos e etnias.
A ideia de nação está geralmente associada ao sentimento e a consciência colectiva de valores e de tradições históricas e culturais, bem como a um destino comum que confere a um grupo de pessoas um sentimento de identidade nacional, tendo, nesse caso, o mesmo significado da palavra povo.
A palavra nação muitas vezes foi associada a um grupo de pessoas que se diferencia dos outros ou a um grupo étnico específico. Era também associada aos habitantes de um território que possuíam interesses comuns e era subordinada a um poder central, confundindo-se, nesse sentido, com o Estado.
O Estado Moderno é uma instituição política relativamente recente, tendo surgido na Europa Ocidental no século XVIII. Chamamos de Estado moderno para diferenciá-lo de outras instituições ou organizações anteriores, como, por exemplo, as cidades-Estados antigas e grandes impérios, cujas características sociais e de estrutura de poder eram diferentes. Vejamos como se formaram os Estados modernos.
Nas sociedades feudais, o poder, descentralizado, estava nas mãos de diversos senhores feudais que dominavam seus territórios. O rei quase não tinha poder, a não ser em alguns casos como em Portugal, e Inglaterra.
Com a desagregação do sistema feudal, essa situação começou a mudar. O poder dos senhores feudais enfraqueceu, levando a centralização do poder dos Reis que, apoiados pelas burguesias, formaram as monarquias nacionais ou os Estados nacionais. O sentimento de pertencer a uma nação cresceu na população.
"Desde de a revolução francesa, a nação-estado vinha sendo o modelo da política moderna. Nessa visão, nação e Estados eram congruentes em si. A identidade colectiva, baseada numa tradição comum, proporcionava a base para a identidade política. O estado assumia valores que encaminhavam para criação da nação".
Os Estados que se formavam estavam vinculados a um poder, a um povo, a um território e as suas fronteiras, que no período moderno emolduravam os Estados-nação. Na realidade, estes estados não eram homogéneos, pois formavam-se com a unificação de diversas nações, que possuíam diferenças linguísticas e étnicas.
Actualmente utilizamos também a palavra para designar os Estados-nações.

Conflitos de nacionalidades

Um Estado pode ser formado por grupos com múltiplas identidades, falando mais de uma língua, professando mais de uma religião, e apesar disso Ter uma população que convive harmonicamente, influenciando-se reciprocamente. É o caso dos suíços, que falam várias línguas, ou dos holandeses, que se dividem em católicos e protestantes, mas constituem uma nação.
Esta convivência nem sempre é harmónica. Existem estados multinacionais que encerram em seu território povos ou nacionalidades minoritárias chamadas de minorias nacionais ou étnicas. Nos diversos movimentos expansionistas da história da humanidade, muitos territórios foram construídos e desconstruídos. Muitas nações foram dominadas e incorporadas aos impérios, juntando-se povos e nações diferentes num mesmo território ou separando-se um determinado povo em vários territórios.
Muitos factores levam aos conflitos entre nacionalidades. No entanto, a maioria dos conflitos tem como origem questões económicas. As questões religiosas e étnicas muitas vezes encobrem os verdadeiros motivos dos conflitos. Alguns conflitos têm como causa central somente a religião. É o que acontece, por exemplo, na Irlanda do Norte (Ulster), dominada a séculos pelo Reino Unido. Os protestantes (maioria do povo irlandês, 58%), controlam o governo, ocupam todos os postos políticos e querem a unificação com a Coroa Britânica. A minoria católica (42%) quer a integração com a Irlanda , país de maioria católica.


Possíveis motivos de conflitos:

· A construção dos Estados modernos, embora tenha separado muitas etnias, não conseguiu impedir a sua sobrevivência, como é o caso dos curdos distribuídos por 5 países do Oriente Médio (Irã, Iraque, Turquia, Síria e Arménia).

· Diferenças sócio-económicas são responsáveis pela transformação de muitas etnias em povos oprimidos dentro dos Estados-nações. Esses grupos étnicos passam a lutar por seus direitos económicos. É o que ocorre, por exemplo, com os Chechenos na Rússia.

· Disputa por riquezas naturais, principalmente minerais, dentro de um território.

· Necessidades das pessoas se protegerem como indivíduos, preservando a identidade como grupo cultural ou religioso, como no judaísmo, no islamismo (muçulmanos), entre outros, diante da falta de opções de identificação que a sociedade massificada e tecnológica oferece.

· Aumento de migrações forçadas ou por necessidade económica, formando grupos estrangeiros dentro de diversos países. Por exemplo, em Kosovo, na Jugoslávia, 90% da população era composta por albaneses, em 1997.

Observe alguns exemplo de situações conflituosas que são fruto da separação de nações em mais de um país ou da união de diversas nações em um só país.

· Na Federação Russa ocorrem diversos conflitos étnicos, como por exemplo nas repúblicas da Chechênia e do Daguestão, ambas de maioria muçulmana. Separatistas exigem a formação de um Estado islâmico independente.

· Repúblicas do Caucáso - O povo da Ossétia do Sul (maioria de origem persa) tem lutado por sua independência desde que seu território foi dividido entre a Rússia e a Geórgia.

· Na Abkházia (maioria muçulmana), separatistas lutam para se tornar independentes da Geórgia.

· Considerada a maior etnia sem Estado do mundo, os curdos, que ocupam territórios da Turquia, do Iraque, da Síria, do Irã e da Armênia, lutam pela formação do Estado Curdo, o Curdistão.

· No Afeganistão, a guerra entre etnias levou ao poder o Taleban (milícia sunita de etnia patine), que implantou o regime fundamentalista islâmico.
Fronteiras e conflitos
Muitos conflitos tem ocorrido no mundo como resultado do processo histórico de ocupação e de invasão de territórios.

Por exemplo, as grandes potências colonialistas dividiram e redistribuíram territórios entre si durante a colonização e posterior descolonização dos continentes (América, Ásia e África), excluindo ou separando grupos sociais (separação étnica), não respeitando as etnias preexistentes.


Conflitos actuais.

· Pela posse de territórios e por redefinição de fronteiras, como por exemplo na Caxemira (maioria de religião muçulmana), que foi incorporada à Índia em 1947 e posteriormente dividida entre a China, a Índia (maioria de religião hindu) e o Paquistão (maioria muçulmana). Esses dois países têm realizado testes nucleares na área. A população da Caxemira indiana quer a reunificação como o Paquistão.

· Confrontos decorrentes do expansionismo e de invasões estrangeiras, como por exemplo os que têm ocorrido no Oriente Médio, envolvendo Israel, a Palestina, a Síria, o Líbano, o Egipto, e a Jordânia. Desde a fundação de Israel em 1948, os palestinos lutam pelo reconhecimento e pela demarcação de fronteiras que configurem um Estado palestino independente. Nas guerras que se sucederam, muitos territórios da Palestina, do Egipto, da Síria, da Jordânia, e do Líbano foram ocupados por Israel.

· Lutas no interior de um mesmo Estado pela separação e definição de territórios autónomos, como, por exemplo, o caso do IRA (Exército Republicano Irlandês), que luta pela autonomia dos católicos, minoria religiosa na Irlanda do Norte (também chamada Ulster).

· Localizados entre a Espanha e a França, os separatistas bascos, organizados no ETA (Pátria Basca e Liberdade), lutam pela independência do país Basco.

· Ex-colónia portuguesa, o Timor Leste (maioria católica) luta por sua soberania, contra as invasões da Indonésia.

· Com a dissolução da Iugoslávia - país multiétnico que tem hegemonia dos sérvios -, na década de 90 eclodiram diversos conflitos, lutas pela independência e pela separação envolvendo as seis repúblicas e duas regiões autónomas (Kosovo, Voivodina) que compunham esse país.